... pilhas e pilhas e pilhas... Onde estamos?!
Deixamos o centro da cidade há anos para desbravar a selvagem Barra Funda. Sim, como verdadeiros colonizadores, as Justiças Criminal e Trabalhista ergueram sua civilização e impuseram um ritmo distinto à região. Grandes prédios comerciais e residenciais despontam no novo cenário. Advogados caminham apressados, tomam café, instruem e já podem mesmo engraxar seus sapatos nas calçadas sem perder o foco. A região possui hoje, não os mais baratos, mas os melhores "Kilos" da cidade. Os estacionamentos proliferam.
Mas a Barra tem história, os trilhos do trem que o digam! Alguns dos primeiros registros de rodas de samba em todo país aparecem em torno da estação, ainda no século XIX, em virtude do comércio de negros para as fazendas do interior do Estado. Neste sentido, hoje contamos com a simpática e maloqueira Camisa Verde e Branco, tradicional escola de samba paulistana, com a Mancha Verde e a Tom Maior, além da roda da Rua Anhanguera, num boteco fuleiro mas de muita qualidade boêmia. E o bairro ainda conta com um bloco que desfila pelas suas ruas no final de semana que antecede o Carnaval, o animadíssimo e imperdível "Classe A", baseado no homônimo time de futebol de várzea. O outro time é o Anhanguera, melhor estruturado e que costuma trazer grandes sambistas à sua sede uma vez por mês.
Mas onde estávamos, mesmo?!
Claro, atestam e reforçam esse desenvolvimento da Barra Funda a TV Record (há muito tempo na área), um campus da UNESP, o Memorial da América Latina, o Theatro São Pedro (teatro de ópera da cidade), a Federação Paulista de Futebol, os Centros de Treinamento do Palmeiras e do São Paulo, algumas importantes boates "underground", destacados motéis, quadras de futebol society... E MUITO MAIS!!
... pilhas e pilhas e pilhas...
É ver pra crer.
E pensar que fazemos parte disso...Belo comentário, garoto. Agora, vamos trabalhar que a fila tá aumentando.
ResponderExcluirBras, Bexiga e Barra Funda, uma história...
ResponderExcluirFaço votos que a nossa influência no bairro aumente o valor do metro quadrado... Ah, capitalismo!
Fiquei sabendo que o terreno do Playcenter será dividido e que passará uma rua no meio dele.
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