segunda-feira, 27 de setembro de 2010

53 NA BIENAL

Até pra não falar só de futebol, estivemos (eu e minha ilustre presença) visitando neste Domingo a 29ª Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera. Trata-se de uma das mais importantes exposições de arte contemporânea do mundo. Mas sendo no Brasil, é com certeza a mais legal de todas.
Bom, chegar andando pela marquise já é uma experiência contemporânea, tem de tudo ali, o Tiririca não chamaria a menor atenção. Já aí eu estava contemporanizado. Mas a Bienal dessa vez começa antes mesmo de entrar, há 6 instalações em áreas externas ao pavilhão. A entrada de todo modo é gratuita, o que certamente permite uma participação maior da coletividade, aê truta (sic). Pra finalizar, da fila, ainda tive o privilégio de assistir a um grupo de umas 100 pessoas peladas, pintadas, tocando ou dançando, numa manifestação tipicamente glauberiana. Como vieram, se foram... Eu pessoalmente já não me impressiono com nada.
Entramos (eu e ela). A Bienal é boa. Muita fotografia, muito vídeo, várias instalações, esculturas... Dois casais de velhinhos mexicanos ensinam como dançar com mais de 90 anos. Há uma exposição fotográfica muito boa sobre o Cacique de Ramos. Aliás, algumas das melhores obras certamente são de brasileiros. Mas quer saber uma coisa, vamos direto às obras que geraram polêmica, a das armas apontadas para os políticos e a dos urubus presos! Na primeira, temos imagens do próprio artista apontando uma arma para personalidades políticas: num quadro é o Bush, no outro o Ahmadinejad, o FHC, o Lula... todos visivelmente acuados. Na outra, urubus soltos e uma grande escultura são observados num espaço imenso cercado por uma rede, no meio das rampas entre o 1º e o 2º andar. Em ambas as interessantes obras, os papéis parecem invertidos, a realidade subvertida, e não há nada mais próprio da arte contemporânea do que um movimento inesperado em direção ao improvável... ou não.
A música parece-me de certo modo uma expressão subexplorada, a não ser como pano de fundo. Por outro lado, há obras que exploram aspectos inusitados, como o aroma, a memória ou mesmo a física. Em resumo, tem muita coisa pra ver, dá pra se perder lá dentro, é pra ir mais de uma vez, até porque é de graça. Completam o ambiente uma lanchonete e uma Livraria da Vila, adaptada em um dos andares. Vai até 12/12 e funciona todos os dias, Quinta e Sexta até as 22hs, nos demais dias até as 19hs (mas as portas fecham uma hora antes do encerramento).

Eis a Bienal... aberto o Carnaval!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

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Então uma fundação é responsável por selecionar os profissionais.
De um modo geral, todos que passam no concurso estão há anos isolados do convívio social e da vida noturna, afundados no estudo (rsrs) ... do Direito.
"Direito, objeto cultural, disciplina normativa e heterônoma da vida exterior e relacional dos homens, bilateral e imperativo-atributiva, dotada de validade, eficácia e coercibilidade..." Estudei na época de faculdade.
Mas como eu dizia, só entra gênio!
Conversa-se sobre tudo num estabelecimento como este. O principal assunto é o noticiário em geral, o futebol, a política... Depois, num honroso segundo lugar, os processos. Uma particularidade, sem dúvida, é o caráter multi-estatal (sim, trabalhamos numa multi-estatal!) que confere os mais distintos sotaques e pontos de vista aos debatedores.
Além das internas, também mantemos relações com as outras duas secretarias no nosso andar, pasmem, a 52 e a 54. Cumpre, aliás, parabenizar a todos pelos últimos anos sem incidentes relevantes, tais como... "Roubaram meu iogurte!", "Sumiu o meu angu!"... coisas do gênero, haja visto as 3 varas dividirem a mesma geladeira. Mas a primavera não é só de flores e é comum também um funcionário vizinho passar com a cabeça baixa e a cara séria por você no corredor. Isso acontece, são sempre os mesmos.
Ademais, resta a convivência com os advogados e frequentadores do prédio em geral, amistosa na maioria das vezes. E com o pessoal da segurança. No nosso andar, o responsável pela manutenção da ordem pré-estabelecida é uma figura IMPAGÁVEL! Trata-se de um baiano "paraguaio", desses que torcem pro Flamengo, especialista em artes marciais e confeiteiras, mais falador que um baiano-paraguaio-flamenguista, e certamente merecedor de um capítulo à parte.
 
Mas é,
quem não se comunica,
se trumbica!
 
Laroiê!