O ano de 2010 acabou.
O Fluminense levou o Brasileirão.
Nada de PCS.
Renê, um funcionário com fama de vagabundo e que ficou de licença médica mais da metade do ano, ganhou um cargo no Tribunal (nada de novo sob o Sol).
2011 começando.
Carnaval acabando. Restam apenas 5 semanas. Sambas devidamente decorados, os do Rio, porque São Paulo está com a liga dividida e a venda de CDs infelizmente é precária. O que obriga esta mídia a comparecer nos próximos ensaios a fim de, digamos, beber a água na fonte.
Marcado: Mocidade Alegre neste Domingo!
Futebol!
Voltou nesta Quinta, o futebol do Tribunal. As maiores feras do prédio disputando aquela pelada e tomando a sagrada canjibrina. E contando mentira.
Nos vemos na Barra!
Axé!
"A Barra Funda é emoção
no combustível da ilusão."
(Camisa)
BLOG DA 53
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
domingo, 14 de novembro de 2010
PRONTO PRA PRÓXIMA
Retornando de férias. Muitas coisas aconteceram. O mundo inevitavelmente mudou... ou não. Não, eu sei, nada de novo sob o Sol.
Mas nenhum animal tira férias e o ser humano obviamente não é diferente. Nossa linha de raciocínio permanece praticamente inalterada, há uma mudança apenas de ambiente, de cenário, não de personagem. Bom, mais um motivo pra jamais abrirmos mão de nossas férias. Como diria Mano Brown, "deixa o menino brincar!"
Fiz Salvador e Chapada Diamantina. Suave. Destaco o ensaio do Olodum do "Pelô" e o trekking da Cachoeira do Michila. Também assisti às últimas duas semanas da campanha eleitoral em terras baianas e não pude deixar de constatar o contraste entre a avaliação que o nordestino de um modo geral faz do atual governo e a que é mais amplamente difundida em praças sudestinas. O Brasil parece dividido... ou não, também, o Brasil pode estar mais unido que nunca. Sei lá...
Só sei que voltei. Não é nada fácil voltar pra São Paulo. Para adaptar-me mais facilmente, fui algumas vezes a pé pro trampo, pro Tribunal, Barra Funda. São 50, 55 minutos; ótimo esporte, a caminhada.
E na Vara?! Bom, algumas peças foram trocadas mas já estamos acostumados a conviver com esses, digamos, reposicionamentos. O final do ano é sempre agitado por conta dos eventuais alvarás ($) que advogados e partes tentarão levantar antes do glorioso e inabalável recesso; SE BEM QUE...
O sindicato já sinaliza uma nova greve. Uma paralisação inicial de 24 horas está marcada pra essa Quarta, 18/11. A direção do Tribunal, todavia, parece mais preocupada com o CNJ e mais uma Semana da Concilação, a realizar-se no fim de Novembro. Eu, por minha vez, tento não perder o foco e já dei início ao processo de especulações referentes ao Carnaval 2011.
É, temos que reconhecer,
nada de novo sob o Sol.
Mas nenhum animal tira férias e o ser humano obviamente não é diferente. Nossa linha de raciocínio permanece praticamente inalterada, há uma mudança apenas de ambiente, de cenário, não de personagem. Bom, mais um motivo pra jamais abrirmos mão de nossas férias. Como diria Mano Brown, "deixa o menino brincar!"
Fiz Salvador e Chapada Diamantina. Suave. Destaco o ensaio do Olodum do "Pelô" e o trekking da Cachoeira do Michila. Também assisti às últimas duas semanas da campanha eleitoral em terras baianas e não pude deixar de constatar o contraste entre a avaliação que o nordestino de um modo geral faz do atual governo e a que é mais amplamente difundida em praças sudestinas. O Brasil parece dividido... ou não, também, o Brasil pode estar mais unido que nunca. Sei lá...
Só sei que voltei. Não é nada fácil voltar pra São Paulo. Para adaptar-me mais facilmente, fui algumas vezes a pé pro trampo, pro Tribunal, Barra Funda. São 50, 55 minutos; ótimo esporte, a caminhada.
E na Vara?! Bom, algumas peças foram trocadas mas já estamos acostumados a conviver com esses, digamos, reposicionamentos. O final do ano é sempre agitado por conta dos eventuais alvarás ($) que advogados e partes tentarão levantar antes do glorioso e inabalável recesso; SE BEM QUE...
O sindicato já sinaliza uma nova greve. Uma paralisação inicial de 24 horas está marcada pra essa Quarta, 18/11. A direção do Tribunal, todavia, parece mais preocupada com o CNJ e mais uma Semana da Concilação, a realizar-se no fim de Novembro. Eu, por minha vez, tento não perder o foco e já dei início ao processo de especulações referentes ao Carnaval 2011.
É, temos que reconhecer,
nada de novo sob o Sol.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
53 NA BIENAL
Até pra não falar só de futebol, estivemos (eu e minha ilustre presença) visitando neste Domingo a 29ª Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera. Trata-se de uma das mais importantes exposições de arte contemporânea do mundo. Mas sendo no Brasil, é com certeza a mais legal de todas.
Bom, chegar andando pela marquise já é uma experiência contemporânea, tem de tudo ali, o Tiririca não chamaria a menor atenção. Já aí eu estava contemporanizado. Mas a Bienal dessa vez começa antes mesmo de entrar, há 6 instalações em áreas externas ao pavilhão. A entrada de todo modo é gratuita, o que certamente permite uma participação maior da coletividade, aê truta (sic). Pra finalizar, da fila, ainda tive o privilégio de assistir a um grupo de umas 100 pessoas peladas, pintadas, tocando ou dançando, numa manifestação tipicamente glauberiana. Como vieram, se foram... Eu pessoalmente já não me impressiono com nada.
Entramos (eu e ela). A Bienal é boa. Muita fotografia, muito vídeo, várias instalações, esculturas... Dois casais de velhinhos mexicanos ensinam como dançar com mais de 90 anos. Há uma exposição fotográfica muito boa sobre o Cacique de Ramos. Aliás, algumas das melhores obras certamente são de brasileiros. Mas quer saber uma coisa, vamos direto às obras que geraram polêmica, a das armas apontadas para os políticos e a dos urubus presos! Na primeira, temos imagens do próprio artista apontando uma arma para personalidades políticas: num quadro é o Bush, no outro o Ahmadinejad, o FHC, o Lula... todos visivelmente acuados. Na outra, urubus soltos e uma grande escultura são observados num espaço imenso cercado por uma rede, no meio das rampas entre o 1º e o 2º andar. Em ambas as interessantes obras, os papéis parecem invertidos, a realidade subvertida, e não há nada mais próprio da arte contemporânea do que um movimento inesperado em direção ao improvável... ou não.
A música parece-me de certo modo uma expressão subexplorada, a não ser como pano de fundo. Por outro lado, há obras que exploram aspectos inusitados, como o aroma, a memória ou mesmo a física. Em resumo, tem muita coisa pra ver, dá pra se perder lá dentro, é pra ir mais de uma vez, até porque é de graça. Completam o ambiente uma lanchonete e uma Livraria da Vila, adaptada em um dos andares. Vai até 12/12 e funciona todos os dias, Quinta e Sexta até as 22hs, nos demais dias até as 19hs (mas as portas fecham uma hora antes do encerramento).
Eis a Bienal... aberto o Carnaval!
Bom, chegar andando pela marquise já é uma experiência contemporânea, tem de tudo ali, o Tiririca não chamaria a menor atenção. Já aí eu estava contemporanizado. Mas a Bienal dessa vez começa antes mesmo de entrar, há 6 instalações em áreas externas ao pavilhão. A entrada de todo modo é gratuita, o que certamente permite uma participação maior da coletividade, aê truta (sic). Pra finalizar, da fila, ainda tive o privilégio de assistir a um grupo de umas 100 pessoas peladas, pintadas, tocando ou dançando, numa manifestação tipicamente glauberiana. Como vieram, se foram... Eu pessoalmente já não me impressiono com nada.
Entramos (eu e ela). A Bienal é boa. Muita fotografia, muito vídeo, várias instalações, esculturas... Dois casais de velhinhos mexicanos ensinam como dançar com mais de 90 anos. Há uma exposição fotográfica muito boa sobre o Cacique de Ramos. Aliás, algumas das melhores obras certamente são de brasileiros. Mas quer saber uma coisa, vamos direto às obras que geraram polêmica, a das armas apontadas para os políticos e a dos urubus presos! Na primeira, temos imagens do próprio artista apontando uma arma para personalidades políticas: num quadro é o Bush, no outro o Ahmadinejad, o FHC, o Lula... todos visivelmente acuados. Na outra, urubus soltos e uma grande escultura são observados num espaço imenso cercado por uma rede, no meio das rampas entre o 1º e o 2º andar. Em ambas as interessantes obras, os papéis parecem invertidos, a realidade subvertida, e não há nada mais próprio da arte contemporânea do que um movimento inesperado em direção ao improvável... ou não.
A música parece-me de certo modo uma expressão subexplorada, a não ser como pano de fundo. Por outro lado, há obras que exploram aspectos inusitados, como o aroma, a memória ou mesmo a física. Em resumo, tem muita coisa pra ver, dá pra se perder lá dentro, é pra ir mais de uma vez, até porque é de graça. Completam o ambiente uma lanchonete e uma Livraria da Vila, adaptada em um dos andares. Vai até 12/12 e funciona todos os dias, Quinta e Sexta até as 22hs, nos demais dias até as 19hs (mas as portas fecham uma hora antes do encerramento).
Eis a Bienal... aberto o Carnaval!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
HOME - QUEM SOMOS - FALE CONOSCO
Então uma fundação é responsável por selecionar os profissionais.
De um modo geral, todos que passam no concurso estão há anos isolados do convívio social e da vida noturna, afundados no estudo (rsrs) ... do Direito.
"Direito, objeto cultural, disciplina normativa e heterônoma da vida exterior e relacional dos homens, bilateral e imperativo-atributiva, dotada de validade, eficácia e coercibilidade..." Estudei na época de faculdade.
Mas como eu dizia, só entra gênio!
Conversa-se sobre tudo num estabelecimento como este. O principal assunto é o noticiário em geral, o futebol, a política... Depois, num honroso segundo lugar, os processos. Uma particularidade, sem dúvida, é o caráter multi-estatal (sim, trabalhamos numa multi-estatal!) que confere os mais distintos sotaques e pontos de vista aos debatedores.
Além das internas, também mantemos relações com as outras duas secretarias no nosso andar, pasmem, a 52 e a 54. Cumpre, aliás, parabenizar a todos pelos últimos anos sem incidentes relevantes, tais como... "Roubaram meu iogurte!", "Sumiu o meu angu!"... coisas do gênero, haja visto as 3 varas dividirem a mesma geladeira. Mas a primavera não é só de flores e é comum também um funcionário vizinho passar com a cabeça baixa e a cara séria por você no corredor. Isso acontece, são sempre os mesmos.
Ademais, resta a convivência com os advogados e frequentadores do prédio em geral, amistosa na maioria das vezes. E com o pessoal da segurança. No nosso andar, o responsável pela manutenção da ordem pré-estabelecida é uma figura IMPAGÁVEL! Trata-se de um baiano "paraguaio", desses que torcem pro Flamengo, especialista em artes marciais e confeiteiras, mais falador que um baiano-paraguaio-flamenguista, e certamente merecedor de um capítulo à parte.
Mas é,
quem não se comunica,
se trumbica!
Laroiê!
De um modo geral, todos que passam no concurso estão há anos isolados do convívio social e da vida noturna, afundados no estudo (rsrs) ... do Direito.
"Direito, objeto cultural, disciplina normativa e heterônoma da vida exterior e relacional dos homens, bilateral e imperativo-atributiva, dotada de validade, eficácia e coercibilidade..." Estudei na época de faculdade.
Mas como eu dizia, só entra gênio!
Conversa-se sobre tudo num estabelecimento como este. O principal assunto é o noticiário em geral, o futebol, a política... Depois, num honroso segundo lugar, os processos. Uma particularidade, sem dúvida, é o caráter multi-estatal (sim, trabalhamos numa multi-estatal!) que confere os mais distintos sotaques e pontos de vista aos debatedores.
Além das internas, também mantemos relações com as outras duas secretarias no nosso andar, pasmem, a 52 e a 54. Cumpre, aliás, parabenizar a todos pelos últimos anos sem incidentes relevantes, tais como... "Roubaram meu iogurte!", "Sumiu o meu angu!"... coisas do gênero, haja visto as 3 varas dividirem a mesma geladeira. Mas a primavera não é só de flores e é comum também um funcionário vizinho passar com a cabeça baixa e a cara séria por você no corredor. Isso acontece, são sempre os mesmos.
Ademais, resta a convivência com os advogados e frequentadores do prédio em geral, amistosa na maioria das vezes. E com o pessoal da segurança. No nosso andar, o responsável pela manutenção da ordem pré-estabelecida é uma figura IMPAGÁVEL! Trata-se de um baiano "paraguaio", desses que torcem pro Flamengo, especialista em artes marciais e confeiteiras, mais falador que um baiano-paraguaio-flamenguista, e certamente merecedor de um capítulo à parte.
Mas é,
quem não se comunica,
se trumbica!
Laroiê!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
VIDA LOKA
Mas a vidinha segue.
Esta semana foi de muita pressão. Os ânimos estavam instintivamente aguçados. Nos corredores, olhares de soslaio, conversas sussurradas ao celular, risadinhas dissimuladas, uma tensão toda peculiar. É que estavam sendo escolhidas as datas das férias de 2011. Mas ninguem se esfaqueou.
E 2010, que é bom mesmo, parece descendo a ladeira, até porque a categoria ameaça entrar novamente em greve. Hoje já ocorreu uma paralisação de 24hs mas a adesão foi ainda pequena. O sindicato organizou uma manifestação em frente ao TRE que contou com aproximadamente cento e cinquenta mil, digo, cento e cinquenta pessoas. Os discursos foram inflamados, até dois candidatos ao Governo do Estado (PCB e PSTU) pediram a palavra. Pena que as atenções acabaram roubadas por um senhor embriagado que chegou, pegou um banquinho e sentou bem em frente ao microfone. Então, conforme os manifestantes falavam, ele ia gesticulando, conjecturando, ora concordava, ora discordava, e aplaudia, e repetia o que falavam, e caiu do banco e rolou pela rua, e não deixou ninguem ajudá-lo a levantar, e voltou pra primeira fila e... até que levantou-se e quis falar ao microfone. Barrado, saiu gargalhando rua abaixo, tudo com um adesivo "PCS" no ombro. Lamentável.
De todo modo, ficou marcada nova paralisação, agora de 48hs, para 15 e 16/09, bem quando muda a presidência do Tribunal.
Aí, vêm as eleições.
Eu, sinceramente, vou tocando o barco.
"Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar."
Mas prudência, dinheiro no bolso e canja de galinha não fazem mal a ninguem.
Amanhã, tô de novo na Barra.
Esta semana foi de muita pressão. Os ânimos estavam instintivamente aguçados. Nos corredores, olhares de soslaio, conversas sussurradas ao celular, risadinhas dissimuladas, uma tensão toda peculiar. É que estavam sendo escolhidas as datas das férias de 2011. Mas ninguem se esfaqueou.
E 2010, que é bom mesmo, parece descendo a ladeira, até porque a categoria ameaça entrar novamente em greve. Hoje já ocorreu uma paralisação de 24hs mas a adesão foi ainda pequena. O sindicato organizou uma manifestação em frente ao TRE que contou com aproximadamente cento e cinquenta mil, digo, cento e cinquenta pessoas. Os discursos foram inflamados, até dois candidatos ao Governo do Estado (PCB e PSTU) pediram a palavra. Pena que as atenções acabaram roubadas por um senhor embriagado que chegou, pegou um banquinho e sentou bem em frente ao microfone. Então, conforme os manifestantes falavam, ele ia gesticulando, conjecturando, ora concordava, ora discordava, e aplaudia, e repetia o que falavam, e caiu do banco e rolou pela rua, e não deixou ninguem ajudá-lo a levantar, e voltou pra primeira fila e... até que levantou-se e quis falar ao microfone. Barrado, saiu gargalhando rua abaixo, tudo com um adesivo "PCS" no ombro. Lamentável.
De todo modo, ficou marcada nova paralisação, agora de 48hs, para 15 e 16/09, bem quando muda a presidência do Tribunal.
Aí, vêm as eleições.
Eu, sinceramente, vou tocando o barco.
"Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar."
Mas prudência, dinheiro no bolso e canja de galinha não fazem mal a ninguem.
Amanhã, tô de novo na Barra.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
ONDE ESTÁVAMOS
... pilhas e pilhas e pilhas... Onde estamos?!
Deixamos o centro da cidade há anos para desbravar a selvagem Barra Funda. Sim, como verdadeiros colonizadores, as Justiças Criminal e Trabalhista ergueram sua civilização e impuseram um ritmo distinto à região. Grandes prédios comerciais e residenciais despontam no novo cenário. Advogados caminham apressados, tomam café, instruem e já podem mesmo engraxar seus sapatos nas calçadas sem perder o foco. A região possui hoje, não os mais baratos, mas os melhores "Kilos" da cidade. Os estacionamentos proliferam.
Mas a Barra tem história, os trilhos do trem que o digam! Alguns dos primeiros registros de rodas de samba em todo país aparecem em torno da estação, ainda no século XIX, em virtude do comércio de negros para as fazendas do interior do Estado. Neste sentido, hoje contamos com a simpática e maloqueira Camisa Verde e Branco, tradicional escola de samba paulistana, com a Mancha Verde e a Tom Maior, além da roda da Rua Anhanguera, num boteco fuleiro mas de muita qualidade boêmia. E o bairro ainda conta com um bloco que desfila pelas suas ruas no final de semana que antecede o Carnaval, o animadíssimo e imperdível "Classe A", baseado no homônimo time de futebol de várzea. O outro time é o Anhanguera, melhor estruturado e que costuma trazer grandes sambistas à sua sede uma vez por mês.
Mas onde estávamos, mesmo?!
Claro, atestam e reforçam esse desenvolvimento da Barra Funda a TV Record (há muito tempo na área), um campus da UNESP, o Memorial da América Latina, o Theatro São Pedro (teatro de ópera da cidade), a Federação Paulista de Futebol, os Centros de Treinamento do Palmeiras e do São Paulo, algumas importantes boates "underground", destacados motéis, quadras de futebol society... E MUITO MAIS!!
... pilhas e pilhas e pilhas...
É ver pra crer.
Deixamos o centro da cidade há anos para desbravar a selvagem Barra Funda. Sim, como verdadeiros colonizadores, as Justiças Criminal e Trabalhista ergueram sua civilização e impuseram um ritmo distinto à região. Grandes prédios comerciais e residenciais despontam no novo cenário. Advogados caminham apressados, tomam café, instruem e já podem mesmo engraxar seus sapatos nas calçadas sem perder o foco. A região possui hoje, não os mais baratos, mas os melhores "Kilos" da cidade. Os estacionamentos proliferam.
Mas a Barra tem história, os trilhos do trem que o digam! Alguns dos primeiros registros de rodas de samba em todo país aparecem em torno da estação, ainda no século XIX, em virtude do comércio de negros para as fazendas do interior do Estado. Neste sentido, hoje contamos com a simpática e maloqueira Camisa Verde e Branco, tradicional escola de samba paulistana, com a Mancha Verde e a Tom Maior, além da roda da Rua Anhanguera, num boteco fuleiro mas de muita qualidade boêmia. E o bairro ainda conta com um bloco que desfila pelas suas ruas no final de semana que antecede o Carnaval, o animadíssimo e imperdível "Classe A", baseado no homônimo time de futebol de várzea. O outro time é o Anhanguera, melhor estruturado e que costuma trazer grandes sambistas à sua sede uma vez por mês.
Mas onde estávamos, mesmo?!
Claro, atestam e reforçam esse desenvolvimento da Barra Funda a TV Record (há muito tempo na área), um campus da UNESP, o Memorial da América Latina, o Theatro São Pedro (teatro de ópera da cidade), a Federação Paulista de Futebol, os Centros de Treinamento do Palmeiras e do São Paulo, algumas importantes boates "underground", destacados motéis, quadras de futebol society... E MUITO MAIS!!
... pilhas e pilhas e pilhas...
É ver pra crer.
domingo, 15 de agosto de 2010
INÍCIO DE EXPEDIENTE
Diariamente milhões de trabalhadores seguem suas rotinas. Porém tudo sempre muda e é aí que a porca torce o rabo.
"E agora, João?!" (direitos reservados*)
Eis que o cidadão mete o patrão no pau, essa que é a verdade! Agora, meu irmão, meu chapa, é... acompanhar o processo.
Em resumo, diariamente a Justiça do Trabalho de uma mégalópole como São Paulo recebe algo em torno de 1000 novos processos trabalhistas, um volume simplesmente... incrível! Para cuidar dessa avalanche processual (termo técnico para pilhas e pilhas e pilhas...), existem equipes especialmente selecionadas e treinadas que... encaram essa bucha diariamente.
O extraordinário estado de concentração a que estes profissionais são submetidos resulta comumente na formação de linhas ideológicas quase que exóticas, se comparadas ao que vemos normalmente por aí.
Assim, como numa ficção de Asimov, ou Tarkovski, ou num desfile de Joãozinho Trinta, personagens entraram e sairão de cena, neste pequeno universo, nesta célula mais que hipotética chamada...
E agora?! Como será chamada essa célula?!
CINQUENTA E TRÊS ou CINCO TRÊS?!
Francamente...
"E agora, João?!" (direitos reservados*)
Eis que o cidadão mete o patrão no pau, essa que é a verdade! Agora, meu irmão, meu chapa, é... acompanhar o processo.
Em resumo, diariamente a Justiça do Trabalho de uma mégalópole como São Paulo recebe algo em torno de 1000 novos processos trabalhistas, um volume simplesmente... incrível! Para cuidar dessa avalanche processual (termo técnico para pilhas e pilhas e pilhas...), existem equipes especialmente selecionadas e treinadas que... encaram essa bucha diariamente.
O extraordinário estado de concentração a que estes profissionais são submetidos resulta comumente na formação de linhas ideológicas quase que exóticas, se comparadas ao que vemos normalmente por aí.
Assim, como numa ficção de Asimov, ou Tarkovski, ou num desfile de Joãozinho Trinta, personagens entraram e sairão de cena, neste pequeno universo, nesta célula mais que hipotética chamada...
E agora?! Como será chamada essa célula?!
CINQUENTA E TRÊS ou CINCO TRÊS?!
Francamente...
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