segunda-feira, 30 de agosto de 2010

VIDA LOKA

Mas a vidinha segue.


Esta semana foi de muita pressão. Os ânimos estavam instintivamente aguçados. Nos corredores, olhares de soslaio, conversas sussurradas ao celular, risadinhas dissimuladas, uma tensão toda peculiar. É que estavam sendo escolhidas as datas das férias de 2011. Mas ninguem se esfaqueou.
E 2010, que é bom mesmo, parece descendo a ladeira, até porque a categoria ameaça entrar novamente em greve. Hoje já ocorreu uma paralisação de 24hs mas a adesão foi ainda pequena. O sindicato organizou uma manifestação em frente ao TRE que contou com aproximadamente cento e cinquenta mil, digo, cento e cinquenta pessoas. Os discursos foram inflamados, até dois candidatos ao Governo do Estado (PCB e PSTU) pediram a palavra. Pena que as atenções acabaram roubadas por um senhor embriagado que chegou, pegou um banquinho e sentou bem em frente ao microfone. Então, conforme os manifestantes falavam, ele ia gesticulando, conjecturando, ora concordava, ora discordava, e aplaudia, e repetia o que falavam, e caiu do banco e rolou pela rua, e não deixou ninguem ajudá-lo a levantar, e voltou pra primeira fila e... até que levantou-se e quis falar ao microfone. Barrado, saiu gargalhando rua abaixo, tudo com um adesivo "PCS" no ombro. Lamentável.
De todo modo, ficou marcada nova paralisação, agora de 48hs, para 15 e 16/09, bem quando muda a presidência do Tribunal.
Aí, vêm as eleições.
 
Eu, sinceramente, vou tocando o barco.
"Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar."
Mas prudência, dinheiro no bolso e canja de galinha não fazem mal a ninguem.
Amanhã, tô de novo na Barra.
 

3 comentários:

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  2. PONTO DE CONFLITO
    O ser humano é um animal gregário. Costumes e hábitos diferentes são obrigados a se adequarem a alguns metros quadrados juntamente com pilhas e pilhas de processo. Some-se a isto os Deuses (alguns juízes) e pseudo-Deuses (alguns Diretores e assistentes de juízes) que circulam nos corredores deste Egrégio Tribunal. Há de se traçar uma linha de organização mínima para uma boa convivência. São, pois, estabelecidos procedimentos de trabalho e organização. Aí que a porca torce o rabo, meu camarada! Uns gostam do ar bem gelado, outros nem tanto. Nem todos gostam de substituir o balcão, faz parte, mas...não há outro jeito: tem que sentir o bafo do "advo" no vidro. Todas essas questões foram e continuando a ser resolvidas. Todavia, há uma questão que geralmente estremece a união da 53ª VT/SP: a caixinha. Isto mesmo!!! A caixinha.
    Momento de tensão era quando a cobrança se iniciava. O Paulo era o primeiro a gritar: não como, não bebo, não respiro e não...bem, é melhor deixar essa última assertiva ao vento. O Clévis rapidamente se levantava e dizia: alguém tem algo pro TRT, pois estou indo lá AGORA. O Nélson...bem o Nélson que sempre pede a palavra sobre qualquer assunto, mantinha-se inerte, quase invisível e, assustadoramente, MUDO. Pensa que acabou, maluco??? O pior ainda não chegou! O balconista (preciso falar quem?...não né!!), após tomar mais um gole de suco e mastigar um biscoito (sou carioca), diga-se de passagem: comprados com dinheiro da caixinha, além de negar participação no "dízimo", tinha todo um discurso preparado para legitimar sua inadimplência. Nessas horas, a amizade pesa, meu camarada!!! rs
    Ah se não fosse a Santa Fefê pagar sua cota para salvar a caixinha.
    Após esses anos todos de convívio nesta maravilhosa Secretaria, acredito que a melhor solução é, SEM SOMBRA DE DÚVIDA, a Diretora de Secretaria arcar com esta pequena despesa. Em outras palavras: Lea, tire o escorpião do bolso e pague a caixinha totalmente.
    Assim, não teremos aquele clima de conflito no ar ou olhares vazios proposiltamente.
    O problema já está identificado, Minha Diretora, basta apenas resolvê-lo.

    ASS: AD HOC - A VERDADE NUA E CRUA

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